December 11, 2006

No teu aconchego

Pensava em aconchego, num abraço gostoso desses que protege – daquele jeito que encanta que abriga. Vontade de ouvir o som que vem lá de dentro, num ritmo frenético e constante – que pulsa que vibra. Poderia morar ali. No meio do teu abraço repousar.
Serenamente – meus medos, ânsias, segredos – te contar.
Não sentir aquela solidão cercada de pessoas. Sentir-me bem junto de você, do teu calor, na curva do teu ombro sedutor, apartada em teu abraço e em abraços tantos te envolver. Trazê-lo para bem mais perto ainda de mim, do meu olhar, do meu sentir, do meu saber - ser assim ...– “toda sua!” Toda inteira em teu encontro e esquecida neste abandono - ficar. Ah!!! Que nada mais importa com você ao meu lado, – nenhuma distância capaz de nos separar. Nenhuma dúvida capaz de me desprender e nenhuma ânsia a me devorar. Somente paz ao ouvir teu coração bater, refletindo com um brilho em meu olhar, que sem palavras você vai ler: “-De todo amor que posso te dar”.

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