December 30, 2006

EM 2007 - Que promessas se tornem realidade...

Fazendo um balanço do ano - bem foi apenas mais um ano - que passou "assim" - num piscar de olhos. Algumas conquistas - algumas perdas - num balanço geral - (Morno). Apenas o tempo passando - o tempo correndo - implacável. Deixando tristezas e conflitos para trás. Quero que em 2007 - tudo aquilo que foi só promessa, só esboço - só ensaio, Possa se realizar, tenha forças e poder de se tornar real. Que o morno se torne quente - pulsante - vivo de alegrias e momentos felizes e que a paz e harmônia reinem dentro de mim - transbordando em plenitude todos os meus desejos. Estendo esses votos a todos aqueles que passarem por aqui. BOAS VIBRAÇÕES PARA VOCÊS!!! e um FELIZ 2007!!! com saúde e muito...muito AMORRRR!!!!! Mais sorrisos...

December 20, 2006

Antes de amar-te, amor, nada era meu Vacilei pelas ruas e as coisas: Nada contava nem tinha nome: O mundo era do ar que esperava. E conheci salões cinzentos, Túneis habitados pela lua, Hangares cruéis que se despediam, Perguntas que insistiam na areia. Tudo estava vazio, morto e mudo, Caído, abandonado e decaído, Tudo era inalienavelmente alheio, Tudo era dos outros e de ninguém, Até que tua beleza e tua pobreza De dádivas encheram o outono. Pablo Neruda

December 11, 2006

No teu aconchego

Pensava em aconchego, num abraço gostoso desses que protege – daquele jeito que encanta que abriga. Vontade de ouvir o som que vem lá de dentro, num ritmo frenético e constante – que pulsa que vibra. Poderia morar ali. No meio do teu abraço repousar.
Serenamente – meus medos, ânsias, segredos – te contar.
Não sentir aquela solidão cercada de pessoas. Sentir-me bem junto de você, do teu calor, na curva do teu ombro sedutor, apartada em teu abraço e em abraços tantos te envolver. Trazê-lo para bem mais perto ainda de mim, do meu olhar, do meu sentir, do meu saber - ser assim ...– “toda sua!” Toda inteira em teu encontro e esquecida neste abandono - ficar. Ah!!! Que nada mais importa com você ao meu lado, – nenhuma distância capaz de nos separar. Nenhuma dúvida capaz de me desprender e nenhuma ânsia a me devorar. Somente paz ao ouvir teu coração bater, refletindo com um brilho em meu olhar, que sem palavras você vai ler: “-De todo amor que posso te dar”.

December 05, 2006

O Imperfeito de nós dois

Sei que ele não é perfeito. Muito pelo contrário, não estou esperando "nada perfeito". Quero a imperfeição! a realidade! o pé no chão! Sei que ele vai me irritar muito... vou perder a paciência..1,2,3,...conto até 10 - e ele perderá comigo: - e daí? sei que também sou cheia de pequenos defeitos – nada insuportável: garanto! Mas... Chatices, manias de todos nós. Não importo com isso – acho até normal – afinal, dois seres são sempre diferentes um do outro e podem crescer muito descobrindo coisas impensáveis conhecendo um universo totalmente diferente do seu. Cada um tem um olhar muito próprio – em relação tudo e a vida – percepções – que tornam nossa convivência interessante, gostosa. Basta estar aberto e pronto para experimentar, para ousar, para sair de si, para olhar de outro ângulo – e repetir várias vezes está experiência. Sim, quero a mistura do inesperado – sentir o desconhecido, arriscar um pouco mais. Talvez ele me proporcione isso tudo: de uma maneira suave, talvez de um jeito radical, talvez me perturbe seu ritmo, eu não acompanhe seus passos ou tenha medo de me entregar... Talvez, talvez e talvez... Ainda assim, "ele me faça muito feliz". Mesmo com desajustes, descompasso e brigas – coisas do cotidiano - mas, nenhum desencontro em matéria de desejo, amor e felicidade haverá - por que isso tudo enche a vida de prazer, de vibração boa e saudável de estar viva e repartindo. Basta só - eu encontrá-lo.

December 03, 2006

Beleza Interior

Começo a perceber que não consigo controlar esses meus impulsos. Onde será que tem explicação para isso? Ando sempre com a cabeça nas nuvens. Ok! quase sempre! – tem uma parte de mim que é bem realista. Mas a maior porção, essa, gosta das alturas dos excessos – do “sublime”. E não se contenta com menos. Veja só que problema. Logo no mundo de hoje. Onde tudo é fast-food, descartável, estético, padronizado, desacreditado – onde as pessoas não valorizam nada além dos seus interesses. E cada tempo? Para algo perfeito? Para o desejo puro? – não de pele, não instintivo, não banal. Cade? aquele olhar diferente para alguém que nos surpreende com sua atitude – e não com seu status, não com seu corpo perfeito de plásticas e botox? De alguém belamente imperfeito – que chama atenção por algo que carrega consigo – “sua essência”, seu eu verdadeiro. Então não é questão de beleza – "e questão de essência" – de alguém que transpire o que é. Único. Que mostre que revele sua verdade – não uma máscara padrozinada, que todos parecem ter combinado usar. O que realmente me encanta – é isso. Beleza interior! Que vem para fora – que ressalta olhos e sorrisos. Que tem no olhar um brilho e no corpo um jeito macio inebriante de ser e estar consigo – tranqüilidade excitante,... paz exuberante - de sentir-se confortável e imerso em si - de ser sólido e passar segurança em atitudes, em verdade, em calor humano. Isso sim, combinado com magnetismo e atração possa realmente me fazer feliz. Então: “não quero nada demais” – só isso. O problema é que sufocamos isso - esquecemos os sonhos, os ideais, o amor sublime - para nos conformarmos e nos adaptarmos as convenções – aos padrões. Com isso perdemos o brilho e nossa essência. Será que ainda descubro esse brilho em alguém? Vou continuar procurando...

December 02, 2006

Mergulhada em mim

Estava caminhando lentamente pela beira do mar – sentindo as ondas bater nas pernas respingar no ar – a brisa suave que soprava e o murmúrio das ondas levavam longe meu pensamento – vagando, flutuando por sobre aquelas águas e ao mesmo tempo mergulhando dentro de mim. Tão bom esse encontro! “Comigo”. Precisando me conectar com meu interior e absorver tudo aquilo a minha volta – respirar esse ar – mais leve. Saborear esse momento de silêncio dos outros e sons do mar, da brisa, do ar. O sol pintando o horizonte em cores e tons inexplicáveis demais. Fazendo arte viva e mutante bem ali diante dos meus olhos. Ao mesmo tempo em que levemente tocava minha pele – num beijo de energia – e brilho. Ah! Tão necessário encontrar minha paz, meu eixo, me revigorar com a força da natureza, restabelecer equilíbrio e entender coisas sem sentido – regras descabidas. Agora somente enterrar os pés na areia importava – sentir a areia fininha massageando-os levemente – brincar, dobrar, afundar os pés, sentir a espuma das ondas borbulhando ao toque. Podia correr braços abertos, atirar-me nas ondas, sentir aquela água toda escorrendo por meu corpo – numa massagem tão leve e macia que penetra nos poros e te encharca de energia, saia de lá me sentindo uma sereia com poderes infinitos. Estendi a canga deitei de bruços e fiquei contemplando o horizonte até o sol se pôr totalmente. Logo uma aura cinza invadiu o espaço luzes começaram acender. Fiz o caminho de volta, água morna ainda convidava a um último mergulho – agora sob a luz de algumas estrelas. Ponta das Canas(Florianópolis) foi inesquecível naquele verão.