December 02, 2006

Mergulhada em mim

Estava caminhando lentamente pela beira do mar – sentindo as ondas bater nas pernas respingar no ar – a brisa suave que soprava e o murmúrio das ondas levavam longe meu pensamento – vagando, flutuando por sobre aquelas águas e ao mesmo tempo mergulhando dentro de mim. Tão bom esse encontro! “Comigo”. Precisando me conectar com meu interior e absorver tudo aquilo a minha volta – respirar esse ar – mais leve. Saborear esse momento de silêncio dos outros e sons do mar, da brisa, do ar. O sol pintando o horizonte em cores e tons inexplicáveis demais. Fazendo arte viva e mutante bem ali diante dos meus olhos. Ao mesmo tempo em que levemente tocava minha pele – num beijo de energia – e brilho. Ah! Tão necessário encontrar minha paz, meu eixo, me revigorar com a força da natureza, restabelecer equilíbrio e entender coisas sem sentido – regras descabidas. Agora somente enterrar os pés na areia importava – sentir a areia fininha massageando-os levemente – brincar, dobrar, afundar os pés, sentir a espuma das ondas borbulhando ao toque. Podia correr braços abertos, atirar-me nas ondas, sentir aquela água toda escorrendo por meu corpo – numa massagem tão leve e macia que penetra nos poros e te encharca de energia, saia de lá me sentindo uma sereia com poderes infinitos. Estendi a canga deitei de bruços e fiquei contemplando o horizonte até o sol se pôr totalmente. Logo uma aura cinza invadiu o espaço luzes começaram acender. Fiz o caminho de volta, água morna ainda convidava a um último mergulho – agora sob a luz de algumas estrelas. Ponta das Canas(Florianópolis) foi inesquecível naquele verão.

2 comments:

Anonymous said...

O mar é mesmo amar
minha miga ou mais
me vi murmurando
mar, mar,
você (é mesmo)
é um amor...

Cláudia Lemos said...

Oi Toty
Que bom que o meu mar - te alcançou e vc veio até ele - mergulhar neste mar comigo...